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Análise e Ajustes

Entenda quando faço uma análise mais aprofundada do seu acompanhamento e como decidimos o que precisa ser mantido, investigado ou ajustado.

Nem todo ajuste precisa ser feito no momento em que uma dificuldade aparece.


Ao longo do acompanhamento, algumas situações podem ser resolvidas com uma orientação pontual. Outras precisam ser observadas dentro de um contexto maior antes de decidirmos o que realmente vale mudar.


Ajustar rápido nem sempre significa ajustar melhor.


O que acontece em uma análise mais completa?

Quando faço uma análise mais aprofundada, não olho apenas para uma refeição, um peso ou uma dificuldade isolada.

Dependendo do que estamos avaliando, posso relacionar informações como:

  • seus registros alimentares;

  • seu plano alimentar e quantidades;

  • frequência e repetição de determinados comportamentos;

  • fome, saciedade e sintomas;

  • rotina e mudanças que aconteceram no período;

  • evolução de peso, medidas e composição corporal;

  • dificuldades e facilidades que você relatou;

  • atividades, questionários e ferramentas utilizadas;

  • exames, quando fizerem parte daquela avaliação;

  • objetivos e estratégias que estamos trabalhando.

Isso me permite enxergar o conjunto, e não apenas um acontecimento isolado.


Por que nem tudo é ajustado imediatamente?

Imagine que você relata mais fome em uma tarde.

Podemos simplesmente aumentar sua alimentação naquele momento.

Mas e se essa fome aconteceu porque você almoçou menos naquele dia?

Porque treinou diferente?

Porque ficou muitas horas sem comer?

Porque dormiu mal?

Porque aquela fome começou a acontecer todos os dias?

Ou porque o seu plano realmente precisa de um ajuste?

A mesma percepção pode ter explicações diferentes — e, portanto, soluções diferentes.

É por isso que algumas situações precisam ser investigadas antes de serem modificadas.



Quando os ajustes são feitos?

Um ajuste pode acontecer quando identificamos que alguma estratégia:

não está atendendo mais às suas necessidades;


não está funcionando bem dentro da sua rotina;


precisa acompanhar sua evolução;


está gerando uma dificuldade recorrente;


pode ser melhorada para o próximo momento do tratamento.

Também pode acontecer de analisarmos uma situação e concluirmos que não precisamos mudar nada naquele momento.

Manter uma estratégia também é uma decisão.



A análise pode acontecer antes da consulta

Quando necessário, antes das nossas consultas eu posso revisar informações do período para chegar ao nosso encontro já sabendo quais pontos precisam receber mais atenção.

Isso permite que nosso tempo juntas seja usado não apenas para descobrir o que aconteceu, mas principalmente para entender por que aconteceu e decidir o que faremos a partir dali.

Por isso, seus registros e relatos entre consultas são tão importantes.

Eles ajudam a construir a história do período que estamos avaliando.


Você também participa dessa decisão

Uma estratégia pode parecer adequada tecnicamente e ainda assim não funcionar bem na sua vida. Por isso, ajustar não é apenas eu olhar informações e dizer o que você deve fazer.


Eu preciso saber:

  1. Como você se sentiu?

  2. O que funcionou?

  3. O que ficou difícil?

  4. O que você percebeu?

  5. O que mudou na sua rotina?


Essas informações fazem parte da decisão tanto quanto os números.


O objetivo não é mudar mais. É mudar melhor.

Ao longo do acompanhamento, quero que nossas decisões sejam cada vez menos baseadas em:

“Aconteceu isso hoje, então precisamos mudar tudo.”

e cada vez mais em:

“Isso está acontecendo. Vamos entender o que está por trás e decidir qual intervenção realmente faz sentido.”

Porque um bom acompanhamento não é aquele em que o plano muda o tempo inteiro.

É aquele em que cada ajuste tem um motivo e nos aproxima de uma estratégia que funciona melhor para você.

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