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Quando algo não está funcionando

Saiba o que observar e como me contar quando estiver com fome, dificuldade, enjoo, falta de praticidade ou qualquer outro problema com a estratégia.

Quando algo não está funcionando

Em algum momento do acompanhamento, alguma estratégia pode não funcionar como esperávamos.

Você pode sentir mais fome, enjoar de uma refeição, não conseguir encaixar determinado horário, perceber mais vontade de comer ou simplesmente notar que aquilo que parecia possível na consulta ficou difícil na rotina. Isso não significa que o processo deu errado. Significa que apareceu uma informação nova. E quanto melhor entendermos essa informação, melhor será o próximo passo.


Antes de dizer “não está funcionando”, tente identificar o que não está funcionando

Existe uma diferença enorme entre:

“Não estou conseguindo seguir meu lanche.”

e:

“Quando estou trabalhando à tarde, não consigo parar para preparar esse lanche e acabo chegando no jantar com muita fome.”


No segundo caso, já conseguimos enxergar onde está a dificuldade.


Por isso, quando algo não estiver funcionando, tente observar:

O que está acontecendo?

Qual refeição, orientação, comportamento ou situação está difícil?

Quando acontece?

Em algum horário, dia ou situação específica?

Com que frequência?

Foi pontual ou está começando a se repetir?

O que você sente nesse momento?

Fome, vontade de comer, ansiedade, pressa, cansaço, enjoo, saciedade excessiva?

O que parece estar dificultando?

Tempo, organização, quantidade, preferência, ambiente, rotina, disponibilidade dos alimentos?

Você não precisa descobrir a causa sozinha.


Seu papel é me contar o que está acontecendo. O meu é te ajudar a investigar.


Nem toda dificuldade pede a mesma solução

Duas pessoas podem dizer:

“Não consigo fazer o lanche da tarde.”

Mas uma pode não sentir fome.

Outra pode estar em reunião naquele horário.

Outra pode não gostar das opções.

Outra pode esquecer.

E outra pode estar evitando comer para tentar emagrecer mais rápido.

A frase é a mesma. O problema não é.

Por isso, simplesmente trocar o lanche sem entender a dificuldade pode resolver muito pouco.


Às vezes precisamos adaptar. Às vezes precisamos desenvolver uma habilidade.

Existem situações em que a estratégia realmente precisa mudar.

Mas também existem situações em que mudar imediatamente apenas mantém uma dificuldade que precisamos aprender a enfrentar.

Talvez seja necessário melhorar sua organização.

Aprender a lidar com uma vontade de comer sem responder automaticamente a ela.

Construir uma opção mais prática.

Trabalhar pensamentos de “tudo ou nada”.

Planejar melhor uma situação recorrente.

Ou simplesmente repetir uma estratégia por tempo suficiente para que ela deixe de parecer tão difícil.

A melhor solução nem sempre é retirar o obstáculo. Às vezes é desenvolver recursos para atravessá-lo melhor.


Não espere a dificuldade ficar grande

Se alguma coisa estiver acontecendo repetidamente, me sinalize.

Não precisamos esperar chegar à próxima consulta depois de vários dias tentando resolver sozinha.

Dependendo do que estiver acontecendo, posso te orientar naquele momento, fazer algumas perguntas, observar por mais alguns dias ou deixar aquele ponto para uma análise mais aprofundada.

O importante é não transformar:

“Isso está ficando difícil”

em:

“Então vou parar de tentar até nossa próxima consulta.”


Dificuldade também faz parte do acompanhamento

Eu não preciso receber de você apenas aquilo que funcionou. Preciso conhecer também onde você trava, o que se repete e em quais situações suas estratégias deixam de funcionar. Porque é justamente aí que conseguimos sair de soluções genéricas e construir estratégias que façam sentido para você.


Não precisamos que tudo funcione de primeira. Precisamos entender cada vez melhor o que faz funcionar.

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